Artigo patrocinado por

Ponte da Barca recebe apresentação da moeda Espigueiros do Noroeste Peninsular

A moeda “Espigueiros do Noroeste Peninsular” da série Etnografia Portuguesa foi lançada em 2018 pelo Banco de Portugal.

May 4, 2019
Por
Ivete Quintela

Ponte da Barca recebe apresentação da moeda Espigueiros do Noroeste Peninsular.

Moeda Portuguesa

Ponte da Barca

A moeda de coleção Espigueiros do Noroeste Peninsular foi apresentado nas Portas do Parque de Lindoso, em Ponte da Barca.


A cerimónia de apresentação contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca e do presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

Edição Limitada

A moeda “Espigueiros do Noroeste Peninsular”, da série Etnografia Portuguesa, é da autoria de Isabel Carriço e Fernando Branco. Foi lançada em novembro de 2018 pelo Banco de Portugal, no valor facial de 2,5 euros, e tem edição limitada a 60.000 moedas e acabamento normal.

No anverso, à esquerda, tem a representação de um espigueiro em grande plano; à direita, mostra o escudo de armas e, na orla inferior, a legenda “2018-PORTUGAL” e o valor facial.

Já no reverso, ao centro, apresenta um conjunto de espigueiros típicos de Portugal, na orla superior, a legenda “Espigueiros” entre duas massarocas de milho, as quais simbolizam a função destas construções e, na orla inferior, a indicação dos autores e as legendas “Noroeste Peninsular” e “INCM”.

Onde fica a Ponte da Barca?

A Ponte da Barca é uma vila portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e subregião do Minho-Lima, com cerca de 12.000 pessoas e possui 17 Freguesias pertencente ao Distrito de Viana do Castelo.

Na idade média, quando o principal transporte era o fluvial, Barca era, na jusante, o último embarcadouro possível. Os barcos de carga que aqui chegavam já o faziam com dificuldades, precisando muitas vezes do auxílio de cordas puxadas de terra.

Desde a foz do Lima até aqui, o rio desliza em leito largo e arenoso. Daqui para montante, o Lima corre em leito geralmente baixo e pedregoso. A localidade é um ponto natural de passagem, tanto na direção sul-norte, como ao longo do rio. Desde os inícios do séc. XIII funcionava uma barca de passagem do rio, que deu origem ao topónimo Barca. No mesmo séc. XIII funda-se um Hospital-Albergaria. Estas circunstâncias favorecem o desenvolvimento da localidade, como centro e eixo regional de comércio na direção do litoral (gado,vinho,madeiras, productos agrícolas). Desde o séc. XVIII a sua feira quinzenal à quarta-feira alterna com a de Arcos de Valdevez.

A sua ponte medieval (1450) com 200m de comprimento apoiada em 10 arcos apoiados em fortes pilares com talhamares, teve em 1761 uma alteração nos dois arcos centrais, e nos finais do séc. XIX com o alargamento do seu piso. Da construção medieval conservam-se 8 arcos ligeiramente quebrados.

A igreja matriz, projectada pelo Engº militar Manuel Pinto Vilalobos, foi construída entre 1717-1738 durante o reinado de D.João V. Veja o vídeo.

O que são Espigueiros?


O espigueiro, também chamado canastro, caniço ou hórreo, é uma estrutura normalmente de pedra e madeira, existindo no entanto alguns inteiramente de pedra, com a função de secar o milho grosso através das fissuras laterais, e ao mesmo tempo impedir a destruição do mesmo por roedores através da elevação deste. Como o milho requer que seja colhido no Outono, este precisa de estar o mais arejado possível para secar numa estação tão adversa como o Inverno.

No território de Portugal Continental, encontram-se principalmente a Norte, em particular nas regiões do Minho, Beira, Litoral, Beira Interior, Oeste de Trás-os-Montes.

O maior espigueiro de Portugal encontra-se na aldeia de Carrazedo (freguesia de Bucos), no município de Cabeceiras de Basto.

Na Galiza, em Espanha, existem espigueiros idênticos aos que existem em Portugal. Também há estruturas semelhantes nas regiões espanholas de Navarra, Astúrias, Cantábria e na Província de León, onde recebem o nome de hórreo.

Também existem construções muito semelhantes na Escandinávia, em especial na Noruega, onde são chamados stabbur e na Suécia, chamados härbre.

Fontes:

altominho.tv/site

360portugal.com

Esse artigo foi patrocinado por

Ir para o site

Quer ser destaque em um artigo do VPDicas?

Patrocine nossos artigos e tenha sua marca em destaque junto a um conteúdo relevante para comunidade VPDicas. Para saber como funciona é só preencher o formulário abaixo que o time VPDicas vai entrar em contato com você.

Obrigado. Entraremos em contato em breve!
Algo deu errado ao enviar o formulário. Por favor, tente novamente.

Artigos relacionados