“Nunca tem nuvem nesse céu azul de Portugal?”

Brasileiros movimentam setor de negócios e serviços em Portugal 
29 Janeiro, 2018
Faltam 30 mil enfermeiros no sistema de saúde em Portugal
30 Janeiro, 2018
Cultura

A pintura sempre foi para a artista plástica Rosangela Scheithauer  a exteriorização de uma necessidade interna muito intensa.

Ela conta que suas obras permaneceram hibernando, em estado de latência, desde a pré-adolescência, quando rabiscava e desenhava a borda de todos os cadernos escolares. Em 1978 saiu do Brasil para ir estudar em Londres (Inglaterra). Seguiu outra profissão, casou-se em Londres com um cidadão austríaco, tiveram dois filhos (René Philip, hoje com 31 anos e Natalie hoje com 26 anos de idade), mas sempre sentiu que ainda faltava algo em sua vida que ela não sabia definir. Por motivo de trabalho seu marido foi enviado para Milão (Itália) para assumir uma posição em um banco americano e, já com o filho pequeno, mudaram-se para lá para viver por 3 anos. Por coincidência, ou talvez destino, no mesmo prédio onde era a sede da Academia de Belas Artes.

Um dia em 1986, visitando pela primeira vez aquilo que ela achava que fosse apenas uma  “galeria de arte“, conheceu um senhor de 90 anos de idade que mudou a sua vida. Este senhor chamado Carlo Righi ao vê-la admirando os quadros perguntou se ela era pintora. Ela disse que não, mas ficou curiosa em saber porque ele havia perguntado isso. Ele respondeu que sentiu que ela tinha algo que poucas pessoas tinham, que era a “sensibilidade“, pois sabia admirar uma pintura.  Ela disse que não, mas ficou curiosa em saber porque ele havia perguntado isso. Ele respondeu que sentiu que ela tinha algo que poucas pessoas tinham, que era a “sensibilidade“ ao admirar uma obra de arte, pois quem tem essa sensibilidade normalmente também consegue pintar.

Foi ele, então, que descobriu um talento que Rosangela não sabia que era possuidora – o da pintura!

Carlo Righi  era então o “Professor Principal“ da Academia de Artes e durante três anos foi seu Mestre, sempre incentivando e encorajando-a.

Rosangela não acha que se enquadra em algum gênero específico da arte. Iniciou pelo figurativo, em óleo, retratando frequentemente paisagens, depois descobriu a aquarela, mas ainda não era o que gostava. De uns anos para cá vem se aventurando pela técnica mista, com base na tinta acrílica e viajando pelos abstrato e expressionismo. Ela se considera bem eclética. Adora olhar para uma tela em branco e pouco a pouco ir jogando as cores, fazendo movimentos, criando sem regras ou barreiras. Os abstratos e a pintura expressionista lhe dão essa liberdade total de criar “à sua maneira“: livre, leve, solta e despojada. Rosangela diz que cada pintura é um pedaço do seu coração transportado para a tela.
Ela só tem o objetivo plástico, estético de ir criando e durante o processo, poder sentir, criar algo novo, sensibilizar e ao término poder dizer: ” Era isso que eu queria!“

Rosangella gosta muito de expor seus trabalhos, pois crê que em qualquer área da manifestação artística, o trabalho só se justifica quando atinge o outro. Essa deve ser a expectativa do artista: tocar a sensibilidade do espectador. Ela considera a Exposição um ato ao mesmo tempo de coragem e de humildade. É um despir-se ante o público

Sempre em busca de novos projetos. Quem não sabe onde quer chegar, não chega a lugar algum. Projetos a longo prazo também não a agradam muito: prefere pensá-los a médio ou curto prazo. Uma das exposições que fez e com certeza foi o ápice em sua carreira foi quando expôs em New York em 2004, mas já expôs também em muitos outros lugares de renome por todo o mundo: Canadá, México, Argentina, Áustria, Itália, Inglaterra, Hungria, Bulgária, Noruega.

Rosangela vê a Internet como o veículo da modernidade, não há como prescindir dela no mundo contemporâneo. É uma conquista poder ter uma divulgação de suas obras, permanentemente sem as barreiras de espaço físico ou de língua específica.

Descobrindo Portugal

Desde a primeira vez que visitei Portugal há aproximadamente cinco anos atrás, apaixonei-me pelo país, povo, clima, culinária, vinho e pela vida lusitana. Se me perguntassem qual é o meu lugar preferido eu não saberia dizer, pois até agora gostei de todos os que tive o prazer de conhecer. Óbviamente Lisboa é inigualável e está no alto da minha lista, seguida por Porto, Sintra, Coimbra, Cascais, Óbidos, Aveiro, Guimarães, Braga, Ericeira e Algarve.

Conversando com uma querida amiga e conterrânea que vive em Cascais há muitos anos eu disse: “nunca tem nuvem nesse céu azul de Portugal“? Incrível como o azul parece ser mais azul que em qualquer outro lugar que eu já conheci. E o que dizer da culinária? Sou  “viciada“ nos Pastéis de Bacalhau, ou melhor, bacalhau de tudo que é tipo! Os peixes e mariscos então nem precisam de comentário, pois sas os melhores. As sobremesas me deixam louca, nunca sei o que escolher quando vou aos restaurantes: aaaaaaaaah, aqueles ovos moles, pudins, pastéis de nata, tortas, arroz-doce que me faz voltar aos tempos de crianca, pois minha avó (que tem descendência portuguesa) fazia o melhor arroz doce do mundo! Igual ao dela eu só encontrei em Portugal !

Há várias razoes porque estou tao entusiasmada com o país, mas a principal delas é que Portugal atrai o interesse de turistas de todo o mundo por causa do tempo bom, boa culinária, excelentes praias, cultura, sem contar que os precos sao baixos se comparados a outros países da Europa. Além disso tudo ainda existe o fator segurança e não há dinheiro que pague a liberdade de se sentir segura em seu “habitat“, e nesse quesito Portugal é um país tranquilo e seguro. O clima, sem contar alguns poucos meses de inverno, é maravilhoso e perfeito para se aproveitar a vida ao ar livre.

Sobre o VPDICAS

Sempre procuro aprender mais sobre Portugal e obter dicas, e em uma dessas procuras cheguei ao Vpdicas, que até agora considero um dos melhores sites para quem quer obter boas dicas e sugestões sobre todos os aspectos da vida em Portugal. Já participei de alguns grupos do Facebook, mas não sentia tanta “amizade, carinho, respeito e seriedade” quanto no Vpdicas, a quem desde já agradeço por toda a ajuda que estes me dando.

Eu poderia continuar elogiando o país que aos poucos estou descobrindo e cada dia que passa amando mais, tanto que já investi uma pequena propriedade em Setúbal e quando chegar a hora de me aposentar é para lá que eu vou.
Terminando à maneira carinhosa dos portugueses eu simplesmente digo: “adeuzinho“ e até a próxima!

Abaixo algumas das pinturas que fiz retratando cenas e lugares de Portugal:

Ponte sobre o Rio Tejo
Arco Monumental

Cabo de São Vicente
 
Elevador de Santa Justa
Cabo da Roca
Fareijinhas

Évora
Algarve

Portuguesa em Luto

ROSANGELA SCHEITHAUER – Artista Plástica brasileira residente em Viena, Áustria é membro e Colaboradora do VPDICAS

 

vpdicas
vpdicas
Somos um equipa de profissionais luso brasileiros com o propósito de oferecer dicas, apoio e networking aos que desejam conhecer, viver empreender e investir em Portugal, especialmente no Centro do país.