Panorama da Educação na Europa

Relato do Gustavo Viegas
2 Março, 2018
IRS – As isenções no IVA
8 Março, 2018
Educação

 

O VPDICAS esta trazendo alguns artigos contextualizadas sobre o panorama da educação na Europa, como dados estatísticos e depois outro artigo sobre do domínio da língua inglesa – Proficiência.  A Eurostat, por exemplo, nos fala o seguinte:

“O presente artigo apresenta estatísticas sobre o ensino superior (ISCED níveis 5-8) na União Europeia (UE) e faz parte de uma publicação em linha sobre o ensino e a formação na UE. O ensino superior, ministrado por universidades e outros estabelecimentos de ensino superior, corresponde ao nível de ensino após o ensino secundário.

Considera-se que  representa um papel essencial na sociedade, ao fomentar a inovação, incrementar o desenvolvimento e o crescimento da economia e melhorar, de forma mais geral, o bem-estar dos cidadãos. Algumas universidades europeias contam-se entre as mais prestigiadas do mundo.

Muitos comentadores preveem que nos próximos anos haverá um aumento da procura de pessoas altamente qualificadas. Efetivamente, já existem lacunas em matéria de qualificações em alguns Estados-Membros da UE. O emprego, sob o efeito das tecnologias digitais, está a tornar-se cada vez mais flexível e complexo.

Esta situação resultou num número crescente de empregadores que procuram pessoal com as capacidades necessárias para gerir informações complexas, pensar de forma autónoma, ser criativos, utilizar os recursos de forma inteligente e eficiente, bem como comunicar de forma eficaz. Com efeito, a prosperidade futura da Europa depende, pelo menos até certo ponto, do estímulo das forças mais dinâmicas e empreendedoras, capazes de desenvolver produtos e processos inovadores.

Contrariamente ao que acontece no ensino secundário, um número relativamente elevado de alunos do ensino superior são móveis e estudam no estrangeiro. Está disponível uma análise deste fenómeno num artigo separado.

Desde a instauração do Processo de Bolonha (ver o artigo em Introdução às estatísticas da educação e formação) verificou-se uma expansão significativa dos sistemas do ensino superior, acompanhada de importantes reformas nas estruturas dos cursos e nos sistemas de garantia de qualidade. No entanto, a crise económica e financeira afetou o ensino superior de diferentes formas, com alguns Estados-Membros da UE a investir mais e outros a reduzir drasticamente a despesa no ensino superior. Em 2015, a Agência de Execução relativa à Educação, ao Audiovisual e à Cultura publicou uma revisão da implementação do processo de Bolonha, intitulada O Espaço Europeu do Ensino Superior em 2015: Relatório da Implementação do Processo de Bolonha (em inglês).

Embora o processo de Bolonha tenha desencadeado uma série de reformas para tornar o ensino superior europeu mais compatível, comparável, competitivo e apelativo para os estudantes, é apenas uma vertente de um esforço mais amplo no que diz respeito ao ensino superior. Para estabelecer sinergias entre o processo de Bolonha e o processo de Copenhaga (para o reforço da cooperação da europeia em matéria de educação e formação profissionais), a Comissão Europeia e os Estados-Membros da UE estabeleceram um Quadro Europeu de Qualificações (QEQ) para a aprendizagem ao longo da vida.

Critérios de referência da Europa 2020 e da EF 2020

As instituições de ensino superior são parceiros essenciais para estratégia da UE para estimular e manter o crescimento: a estratégia «Europa 2020» para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo definiu como meta que 40 % das pessoas entre os 30 e os 34 anos de idade na UE deveriam adquirir qualificações ao nível do ensino superior até 2020. Melhorar o desempenho dos sistemas de ensino e formação a todos os níveis e aumentar a participação no ensino superior também é uma das orientações integradas para as políticas económicas e de emprego que foram revistas no âmbito da estratégia Europa 2020.

quadro estratégico atualizado para a cooperação europeia no domínio da educação e da formação (EF 2020), foi adotado pelo Conselho em maio de 2009. Define quatro objetivos estratégicos para o ensino e a formação na UE:

  • tornar a aprendizagem ao longo da vida e a mobilidade uma realidade;
  • melhorar a qualidade e a eficiência da educação e da formação;
  • promover a equidade, a coesão social e a cidadania ativa; e
  • melhorar a criatividade e a inovação, incluindo o empreendedorismo, a todos os níveis de educação e de formação.

A estratégia estabelece uma série de critérios de referência a cumprir até 2020, incluindo o objetivo acima mencionado de que a percentagem de pessoas na faixa dos 30-34 anos com o ensino superior concluído deve ser de, pelo menos, 40 %. Em novembro de 2011, foram adotados pelo Conselho dois critérios de referência suplementares em termos de mobilidade na aprendizagem. O primeiro fixa como objetivo para 2020 que, em média, pelo menos 20 % dos diplomados do ensino superior na UE-28 deverão ter realizado um período de estudos ou formação relacionados com o ensino superior (incluindo estágios) no estrangeiro, equivalente a um mínimo de 15 créditos do Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos (ECTS) ou com uma duração mínima de três meses. Em maio de 2012 foi aditado um segundo critério de empregabilidade, segundo o qual, até 2020, a percentagem na UE-28 de diplomados empregados (20 a 34 anos) que deixaram o ensino e a formação menos de três anos antes do ano de referência deverá ser de, pelo menos, 82 %.

Erasmus+

Programa Erasmus foi um dos mais conhecidos programas europeus e decorreu durante pouco mais de um quarto de século; em 2014 foi substituído pelo Programa da EU para a educação, a formação, a juventude e o desporto, designado como Erasmus+. No domínio do ensino superior, o Erasmus+ oferece aos alunos e ao pessoal académico a oportunidade de desenvolver as suas competências e aumentar as suas perspetivas de emprego. Os estudantes podem estudar no estrangeiro por um período até 12 meses (durante cada ciclo do ensino superior). Prevê-se que mais de dois milhões de estudantes do ensino superior participem no Erasmus + durante o período 2014-2020, dos quais cerca de 25 mil nos programas conjuntos de mestrado.

Distribuição por sexo da participação

Em 2015, as mulheres representavam 54,1 % de todos os estudantes do ensino superior na UE-28. A percentagem de mulheres entre os estudantes do ensino superior era ligeiramente superior entre os estudantes de mestrado (57,1 %), um pouco inferior para os estudantes de licenciatura (53,2 %), seguida dos cursos de curta duração (52,1 %). No entanto, para doutoramentos, a maioria (52,2 %) dos estudantes eram homens.

Em 2015, quase três quintos de todos os estudantes do ensino superior na Eslováquia, nos Estados-Membros do Báltico, na Suécia, na Polónia e na Eslovénia eram mulheres. As mulheres estavam também em maioria entre os estudantes do ensino superior em todos os outros Estados-Membros da UE, exceto na Grécia (onde representavam 48,7 % dos estudantes do ensino superior) e na Alemanha (47,9 %). Na Suíça, na Turquia e no Listenstaine, as estudantes do ensino superior estavam também em minoria.

Analisando mais atentamente os estudantes de licenciaturas, a Grécia (47,9 %) e a Alemanha (45,2 %) eram os únicos Estados-Membros da UE onde se encontravam mais estudantes do sexo masculino do que do sexo feminino em 2015. Foi também esse o caso na Suíça, na Turquia e no Listenstaine. A percentagem mais elevada de mulheres entre os estudantes de licenciatura foi registada na Suécia (63,0 %). Entre os estudantes de mestrado, as mulheres estavam em maioria em todos os Estados-Membros, mas em minoria na Turquia e no Listenstaine. As percentagens mais elevadas de mulheres foram registadas nos Estados-Membros do Báltico, na Polónia, em Chipre, na Eslovénia e na Croácia, onde as mulheres representavam mais de 60 % do número total de estudantes de mestrado.

Para os dois níveis de ensino superior com as menores populações de estudantes a situação é menos diferenciada. Nos cursos de curta duração, sete dos 22 Estados-Membros para os quais estão disponíveis dados tinham mais estudantes do sexo masculino do que do sexo feminino, enquanto os homens estavam em maioria entre os estudantes de doutoramento em metade (14 dos 28) dos Estados-Membros da UE.”

Fonte: http://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/Tertiary_education_statistics/pt

Qual a importância das certificações que comprovam o domínio da língua inglesa. Conheça quais as principais e os procedimentos para obtê-las.

Autor: shutterstock  – 

Você batalhou para terminar o seu curso de inglês e recebeu o tão esperado certificado comprovando aptidão na língua inglesa. Posso, então, ficar tranquilo na busca por vagas em empresas ou escolas internacionais? Não é bem assim.

Muitos não sabem, mas os certificados emitidos pelas escolas de inglês no Brasil não são reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Mas, não se desespere, pois não é tão complicado entender o que são as certificações de proficiência em inglês e como consegui-las.

Comprovar seu nível de conhecimento em inglês

Solicitadas pelas maiores empresas e instituições de ensino do mundo, essas certificações servem para atestar o seu nível de conhecimento em inglês. Portanto, se quiser estar à frente no mercado de trabalho ou na área acadêmica, o conselho é buscar as principais certificações internacionais.

As certificações mais procuradas

Para o inglês, geralmente as certificações de proficiência na língua mais procuradas são as emitidas pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra. As finalidades variam entre os certificados para quem busca apenas comprovar o domínio no inglês, bem como certificações para professores ou interessados em trabalhar ou estudar no país estrangeiro.

Certificados e suas indicações específicas

Para quem pretende usar o certificado para estudo ou atuação profissional, o FCE é o recomendado. O CAE é ideal para interessados em assumir cargos mais elevados fora do Brasil. Considerado o certificado mais avançado, o CPE comprova se o candidato tem aptidão suficiente para dar aulas de inglês. O IELTS também avalia a proficiência para programas de estudo no exterior. Não há validade para utilizá-lo, mas as universidades de fora do Brasil dão prioridade para quem o adquiriu recentemente.

Certificações que podem ser adquiridas via internet

Aplicada pela ETS (organização dos Estados Unidos sem fins lucrativos), a certificação denominada TOEFL tem validade de dois anos e testa o candidato em etapas separadas. Também expedido pela ETS, o TOEIC avalia a facilidade que a pessoa tem em se comunicar diante de situações cotidianas. Ambos os certificados podem, inclusive, ser adquiridos via internet.

Você está sendo preparado para adquirir o certificado?

Agora que você já sabe das exigências para buscar emprego ou estudo no exterior, fique atento a um detalhe muito importante: a sua escola no Brasil é capaz de te preparar para adquirir a certificação em proficiência em inglês? Procure saber se sim e, também, se a unidade especializada em ensinar inglês tem bom índice de aprovação dos alunos.

vpdicas
vpdicas
Somos um equipa de profissionais luso brasileiros com o propósito de oferecer dicas, apoio e networking aos que desejam conhecer, viver empreender e investir em Portugal, especialmente no Centro do país.