Proibido Vender através do LinkedIn

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Negócios

“Naquilo que você investe seu tempo, você eterniza seu legado”

Nunca vi tanta gente à ensinar “Fórmulas Mágicas” e Técnicas gratuitas para outras pessoas como no LinkedIn. Ótimo, estão é o lugar certo! É um celeiro de pessoas bem intencionadas mas que odeiam a palavra “Vendas”.

Por Ivete Quintela

Uma coisa eu concordo com todos eles: para chegar no objetivo final que é a venda, é necessário um processo, um caminho trabalhoso e erudito, de preferência, além de talentos individuais (pode ser adquirido com técnicas). Uma dos principais ferramentas é o networking. E para uma boa rede de relacionamento é necessário também saber construir esse caminho. No LinkedIn tem inúmeros “gurus” que gentilmente te oferecem ferramentas para que você possa se posicionar nessa rede e conquistar inúmeros seguidores engajados ao vossos conteúdos. Enfim, uma coisa leva à outra. Mas nenhum relacionamento de sucesso é construído sem uma base de credibilidade, identidade de valores e objetivos em comum, independente de técnicas e da tecnologia.

Tudo isso para atingir o objetivo final, que é a venda! Venda? Pois, esqueci que aqui nesse universo é “proibido” a palavra mais óbvia de todas – Vender!

Aprendi com o “Dinossauro CH” (Carlos Henrique) que era um gerente de consórcios na Paraíba que não devemos temer e nem tampouco ter vergonha de vender nada. Somos todos vendedores, segundo CH! Sabem, ele sempre teve razão. Depois que eu desmitifiquei essa palavra e compreendi todo o processo para chegar na negociações e culminar com a venda, foi mais fácil para eu parar de ter vergonha ou medo de falar: “sou Vendedora”, independente hierarquia!

Aprendi, portanto, que tem talentosos Vendedores que não passaram pela Academia clássica, e são hoje, excelentes negociadores. Mas mesmo os auto-didatas “fizeram escola da vida”, estudaram empiricamente comportamentos, estilos, geografia, cultura local, cenário e estratégias de mercado, enfim, aprenderam com seus próprios erros e observação atenta. Recomendo a academia para a maioria das pessoas, pois encurta caminhos e fica preparado para aplicar os ensinamentos mais rápido e atingir os resultados também mais rápidos através de técnicas.
Qual o resultado de toda essa trajetória? Vendas!

Portanto, não importa qual meu cargo, minha atividade dentro da empresa, sou, com muito orgulho uma Vendedora! Então, qual o porquê dos “Gurus” do networking terem tanta aversão pela palavra Vendas?

Na verdade eu até compreendo, pois a relação de pessoas bem intencionadas que adoram o que fazem, que é a colaboração, parece que não se encaixam nesse formato de monetização. Realmente é complexo querer ajudar genuinamente e ser obrigado à monetizar essa relação, parece que não combinam nunca! Uma chega à ser poética e a outra tão brutal. Mas não é nem uma coisa nem outra, ou talvez um pouco de ambas.

Mas o fato é que tudo o que te oferecem “gratuitamente” tem uma contrapartida, um retorno para que em algum momento, tendo posse e controle por “confiança” dos vossos e-mails, vão te oferecer em algum algo vendável, tais como cursos, e-books, encontros, palestras, CVs, viagens, eventos de todos os tipos, máquinas, terrenos, ou seja o que for. Mas isso é errado? Claro que não! Isso é venda e venda é uma das profissões mais antigas do mundo! Eu me orgulho de ser Vendedora!

Eis o ponto, ninguém precisa ter vergonha de vender, mas nunca deve esconder esse objetivo atrás de tudo que é aparentemente filantrópico e colaborativo, pois as pessoas, depois de perceberem sua intenção, saberão distinguir quem de fato está atuando com transparência. E ao compreenderem que apesar de você gostar de ajudar genuinamente,  precisa obviamente também sobreviver, e para isso, é necessário monetizar seus serviços.

A honestidade é o diferencial dos que vão sobreviver ao mundo mágico dos “Gurus do Networking”. Não sou a “dona da verdade”, mas eu creio nisso.

Eu por exemplo, criei uma plataforma de apoio e direcionamento dentro de uma rede social, inicialmente,  que é um fórum colaborativo, mas para manter o foco e continuidade dos objetivos, é necessário a venda para os que precisam de serviços extras e que não conseguem realizar sozinhos seus processos migratórios, empresariais e turísticos. Os imigrantes, nesse caso, precisam de produtos e serviços e nunca os enganei dizendo que é um “grupo filantrópico” meramente, pois não teria sustentabilidade. Como todos, eu preciso monetizar para sobreviver. Mas como fui honesta desde o início, resulta em excelentes experiências bem sucedidas.  Tenho atualmente na minha rede de membros e seguidores engajados, mais de 50.000 pessoas. Nisso, temos demanda para todos os tipos de produtos e serviços. Existe espaço para todos terem benefícios dessa relação. Credibilidade é talvez mais importante que talento. Nem sei se tenho tanto talento assim, mas tenho como principal valor a honestidade. Ganhei até um prêmio de “Melhor Negócio 2018” recentemente em Portugal, por considerarem meu modelo de negócio inovador e de relevância para Portugal.

Talvez, se eu tivesse tido um pouco mais de técnicas adquiridas pelos “Gurus do Networking” no LinkedIn, eu tivesse uma rede triplicada, mas será que eu teria o mesmo engajamento e demanda de fato? Pelo que demostram, é possível que sim, mas eu queria mesmo era testar algo inovador, uma criação de modelo próprio, um projeto piloto. E foi o que para mim deu certo.

Sugiro aos amigos portanto, siga seu Guru favorito, assim como eu faço seguindo meus próprios Gurus, mas não deixem de seguir seus instintos e  feeling , pois isso é também um fator determinante para o resultado final que é a venda com qualidade, ética e de maneira sustentável.

Por último, não tenha vergonha de ser um Vendedor, seja de sonhos, de idéias, de produtos ou serviços!

E repetindo!

“Naquilo que você investe seu tempo, você eterniza seu legado”

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